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O Papel do Terapeuta

O terapeuta deve proporcionar um ambiente em que as pessoas se sintam seguras, confiantes, possam assumir o risco de se examinarem objetivamente e claramente, bem como suas ações. Deve também mostrar-se seguro, podendo estruturar suas perguntas sobre o que quer saber e o que o paciente pode lhe responder.

O terapeuta envolve opaciente em um processo de estabelecimento de sua história para trazer detalhes de sua vida familiar. Cria verbalmente situações, visando coletar fatos. Constrói auto-estima, ao longo das sessões.

"Se a psicoterapia deve ser realmente um encontro humano, ela requer um terapeuta que tenha retido a capacidade de ser uma pessoa. Como terapeuta profissional você precisa inquietar-se o suficiente para entrar no jogo e ficar envolvido...". (Whitaker, 1990, p.29)

Segundo Whitaker, o terapeuta precisa estar estabelecido quanto à estrutura do seu papel profissional, ou seja, sua individualidade e visão dos outros.

O terapeuta é uma pessoa que não acredita em verdades absolutas, pensa circular, é um aprendiz e um especialista. È uma pessoa real, ou seja, têm consciência. Preza o vínculo verdadeiro, não é manipulador, não cura, mas se responsabiliza por tudo que diz respeito à condução do processo terapêutico, está comprometido.

Acredita em mudanças, mas a pessoa tem que querer trabalhar às mudanças. Também acredita na sabedoria da vida, trabalha com a saúde, com o óbvio, com a forma, ou seja, com a forma que agem, que se comunicam, que interagem e integram-se. Responsabiliza-se por si mesmo.

O terapeuta deve estar atento ao padrão de relação do cliente com ele mesmo, com as outras pessoas, com o mundo, com a vida. Saber conduzir, cuidar e zelar para que o cliente faça o caminho certo para o processo. Não se coloca como onipotente, nem desqualifica o outro. Têm zelo pela dor, raiva e desespero dos clientes.

O terapeuta deve estar inteiro,comprometendo-se à fazer o melhor para o cliente, neste sentido mudando a sua postura, a qual desenvolve, e que impede à volta ao seu processo de vida.




BIBLIOGRAFIA

WHITAKER,A. Dançando com a família: uma abordagem simbólico - experiencial. Porto Alegre: Artes Médicas, 1990
Artigo publicado em:27/08/2012 às 09:45