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Não ache que o parceiro é igual a você

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ImprimirReportar erroTags:pesquisas, tiver, criarem, filhos, outra, geração, mesma e era582 palavras8 min. para ler
Esta é a terceira regra citada por Groissman (2006),  como sugestão para uma boa convivência "Não ache que o parceiro é igual a você”. Como citado no artigo anterior, o termo "parceiro”  se refere ao casal, a regra se aplica aos dois ao homem e á mulher.
Na nossa convivência diária, procuramos reproduzir o que já é conhecido, familiar, o que já é hábito, acreditamos encontrar nossa alma gêmea fora da família, que nos dará o que tivemos ou o que não tivemos em nossa família. Como já destacamos nos outros artigos, cada um dos parceiros vem de uma família diferente, com seus costumes e hábitos, crenças e história de vida. Mas a igualdade não existe, mesmo entre irmãos, que pertencem a uma família e vieram dos mesmos pais, mas nasceram em épocas distintas, cada um recebeu uma determinada missão.
Quando nasce o primeiro filho, inicia-se uma nova família e aqule casal, além de marido e mulher, filho e filha de suas respectivas famílias de origem, passam a ser também pai e mãe. Essa nova configuração, pai, mãe e filho, forma o primeiro triângulo daquela família que servirá como sua unidade de sustentação. Este triângulo oportunizará a formação de diferentes alianças entre seus membros, cada um ocupará uma das pontas do triângulo, a tendência é que duas pontas se aproximem, e a terceira fique na ponta observando a relação dos outros dois membros, numa posição priveligiada, mais distante. Por exemplo um filho homem se une a mãe excluindo o pai, o pai fica numa posição privilegiada pois não é "cobrado” a assumir seu papel, ou sofre por ter sido excluído.
A formação dos triângulos não é aleatória e segue uma linha de transmissão geracional. Os pais que na sua familia, fizeram parte e ainda fazem de triângulos, reproduzem na família que criarem, com o seu parceiro e filhos, em outra geração, a mesma disposição triangular.
Por exemplo, se a mulher era triangulada com a mãe, e nesta triangulação excluiam o pai da relação, provavelmente quando ela tiver uma filha vai triangular com a filha excluindo o marido na relação, esta repetição do modelo familiar, geralmente de forma inconsciente, poderá provocar vários conflitos e prejudicar a boa convivência familiar. Em relação ao exemplo, vale a pena destacar que: o excluído não deve ser consinderado como vítima - neste caso o pai - porque este pai se exclui enquanto esta mãe se inclui.
A disposição dos triângulos em que estamos envolvidos em nossa familia de origem, vai determinar a escolha do parceiro, pois procuramos no outro semelhanças com aquele que fomos ou estamos associados em nossa familia original. Assim, quando encontramos em alguém uma identificação de pontos de vista, gostos e, principalmente, uma complementação das carências que cada um traz da sua própria família - da identificação familiar que pode ser igual ou semelhante ao pai ou á mãe - num primeiro momento pode dar a impressão de completude, onde o outro parece ser a alma gêmea.
"Essa ilusão de almas gêmeas pode aproximar inicialmente, mas pode também afastar em outro momento, quando perceberem que as suas carências ou semelhanças não serão supridas pelo parceiro e que as diferenças tornam-se evidentes ao descobrirem a respectiva família em um e no outro. "Como você é parecido com a sua mãe.” "como você é parecido com o seu pai.””

Fonte: Gróisman, Moisés, O Código da Família: mandamentos que devem reger as relações familiares. 1ª. Ed. Rio de Janeiro: Núcleo Pesquisas, 2006.

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